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domingo, 27 de abril de 2014

PRONTO, FALEI: MULHER GOSTA É DE DINHEIRO!



Hoje, ao me sentir bem ao comprar, com o meu dinheiro suado, algumas coisas que estava precisando para uso pessoal, pensei: "A insistente frase vinda de um ou uma machista, 'Mulher gosta é de dinheiro', merece, no mínimo, um questionamento (se encaramos de forma inocente a frase) e uma sentença (se considerarmos o contexto em que sempre é mencionada. O questionamento é: E quem não gosta de dinheiro? Já a sentença é bastante pessoal. No meu caso, a frase 'Mulher gosta é de dinheiro' não me contempla totalmente. Sabe por quê? Porque eu gosto de dinheiro, mas do MEU dinheiro!" 

Reflita vc tmb! 

Bejim no ombro para todas as pensadoras contemporâneas!!! 
(Glauce Souza - 26/04/2014)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Rosisca Darcy e o feminismo da diferença




Acabo de ler o texto “As mulheres em movimento: feminizar o mundo” de Rosisca Darcy de Oliveira. Nele, a autora faz uma análise histórica e bastante sincera do movimento feminista, apontando os equívocos que o discurso da luta de igualdade, difundido pelo movimento, gerou.
Segundo Rosisca, a igualdade no feminismo nasceu capenga e resultou em um equívoco revelado no acréscimo dos papéis ditos masculinos à vida da mulher e a realidade imutável da vida masculina. Este feminismo de soma zero, como denomina a autora, abriu caminho à crise de identidade psicossocial da mulher perceptível à medida que as mulheres se afirmam na vida intelectual e profissional.
A autora afirma que as feministas dos anos 70, leitoras de Simone de Beauvoir eram as herdeiras das lutas pela emancipação da mulher do começo do século e estas ecoavam ideais de igualdade no mesmo momento que enfrentavam a perplexidade de falar de dentro do mundo dos homens.
É nesse período que surge uma produção teórica significativa que transforma as demandas de igualdade em uma busca angustiada dos traços da diferença. Segundo Rosisca, é aqui que nasce uma geração exilada do feminino tradicional e ainda estrangeira no mundo dos homens resultando no projeto de “feminizar o mundo”, redefinição de um mal entendido de base.
Rosisca afirma que na trajetória do movimento feminista gerou-se, em duas etapas, uma contestação radical do senso comum. A primeira, quando a contestação visava provar que as mulheres não são inferiores aos homens. A segunda, quando a contestação feminina anuncia que as mulheres não são inferiores aos homens, mas, também não são iguais a eles e que essa diferença contém um potencial enriquecedor de crítica da cultura.
A autora ainda pontua que a igualdade defendida pelas mulheres nos anos 80, não era mais em nome da capacidade de semelhança aos homens, mas, em nome do direito da diferença, o denominado feminismo da diferença que introduz um questionamento mais radical redefinindo o feminino.
Rosisca sugere a presença dos homens no mundo das mulheres a fim de que se possibilite uma simetria de reconstrução do masculino, pois para ela a verdadeira igualdade é a aceitação da diferença sem hierarquia.
Portanto, a autora finaliza o texto afirmando que um diálogo amigo entre homem e mulher é a mais desvairada das utopias. Mas, que qualquer que seja o destino da relação entre sexos, o movimento feminista guardará o mérito por ter denunciado a insaciável intolerância a alteridade e levado as mulheres a ver o nada em tudo que não as representasse. Também terá tornado o Feminino presente e visível como corpo, história, cultura, crise e projeto.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sorteio do livro Ficções do Feminino

Em Ficções do Feminino a escritora Adriana Maria de Abreu Barbosa, analisa os textos de algumas escritoras brasileiras  como Patrícia Galvão (PAGU), Clarice Lispector, Sônia Coutinho, Patrícia Melo, Lya Luft e Helena Parente Cunha, em uma perspectiva feminista. 

Este livro pode ser seu!

Por quê? 
Porque a professora Adriana Maria de Abreu Barbosa disponibilizou um exemplar para sorteio.

Como participar do sorteio?
Deixe aqui um comentário respondendo a seguinte pergunta: Por quê você deseja ler o livro Ficções do feminino?. 
Não esqueça de informar seu nome e email. Só serão válidos os comentários feitos até o dia 12 de fevereiro de 2012. 

Como será feito o sorteio? 
A professora Adriana Barbosa baseada na quantidade de comentários escolherá um número qualquer e me enviará um email informando a sua escolha (Para que não haja dúvidas a respeito da credibilidade do sorteio publicaremos o email). Os comentários serão numerados por ordem de publicação e só serão divulgados após a escolha do número. Será permitido, somente um comentário por cada participante. 

Boa sorte!