domingo, 14 de dezembro de 2014
Felicidade
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
A vida é sempre mais
sábado, 10 de dezembro de 2011
Jesus, o bagaço do bagaço
O livro é composto de crônicas baseadas em uma síntese de muitas andanças do pastor Marcos Monteiro entre as favelas do Brasil juntamente com personagens tão reais que segundo ele, deveriam ser inventados/as.
Reli então, mais uma vez a crônica O bagaço da cana. É a partir da tentativa de entender o conceito de Paranísio, um socialista convicto, que esta crônica é desenvolvida. Paranísio que é o presidente do sindicato dos ambulantes da Vila Maravila, afirma que a prefeitura é um moedor de cana humana. Para entender a simbologia utilizada pelo socialista, o autor nos convida a perceber o processo de moedura da cana. Ela é diversas vezes moída até restar o bagaço do bagaço, símbolo de resistência que merece nossa reflexão. Esta é a metáfora utilizada para descrever o excluído que assim como a própria cana, resiste a todas as moeduras.
Na nossa sociedade existem vários moedores de cana humana. O mais perverso parece ser o sistema capitalista opressor e alienante que mói a cada instante o ser humano tentando destruir toda forma de vida. Com a sua crônica Marcos Monteiro chama a atenção para a alegria do favelado que perde os dentes, mas não perde o sorriso. Ainda faz referência a Jesus que foi/é vítima de toda opressão, mas, demonstrou pela ressurreição a indestrutibilidade da vida e a resistência de todos os sonhos.
O Frei Carlos Mesters autor do livro Com Jesus na contramão também nos apresenta um Jesus vítima de um sistema opressor, mas, que vivia no sentido contrário do mesmo. No Natal, - festa mercadológica - , ganham destaque o Papai Noel, o trenó e o pisca-pisca. Sabe por quê? Porque estes nada sabem sobre indestrutibilidade da vida e resistência à opressão, bandeiras excluídas da agenda capitalista.
domingo, 30 de outubro de 2011
O Sermão do Monte, onde Ser é o bastante

Texto dedicado à Adriana Ichim a quem já teve o privilégio de ouvir
as doces palavras do Pr. Carlos Queiroz.
Acabo de ler o livro Ser é o bastante – felicidade à Luz do Sermão do Monte, do pastor cearense Carlos Queiroz. Neste livro o autor discorre sobre os ensinamentos do Sermão do Monte, mensagem importante para todo aquele que se torna ou pretende se tornar seguidor de Jesus.
Embora o Sermão do Monte seja um texto bastante conhecido da bíblia, Carlos Queiroz nos convida a lê-lo com encanto e deslumbre como quem lê pela primeira vez. Para ele, a redescoberta da vocação humana talvez seja um dos mais significativos aspectos abordados neste texto.
O autor discorre com maestria e simplicidade sobre a proposta apresentada no texto bíblico que aponta para a realização plena de nossa humanidade. Segundo ele, ser gente é o que há de mais profundo na vocação dos seguidores de Jesus.
Queiroz enfatiza em seu livro a radicalidade e não extremismo que há no texto do Sermão do Monte. Como também, faz questão de analisar os ensinamentos do mestre e faz isso detalhadamente versículo por versículo. Mostrando que o pobre de espírito citado por Jesus é aquele que tem exclusiva e total dependência de Deus. O conceito de Pobre/humilde apresentado por Jesus implica numa condição de alma, num estado de espírito, numa nova atitude em relação a Deus. O conceito de Jesus em relação à mansidão também nos é revelado. Segundo o autor, Jesus poderia utilizar seu próprio exemplo de vida ao falar em mansidão. Jesus vivia de tal forma a sua condição de ser que não sentia necessidade de provar aos outros coisa alguma, nem de competir por aquilo que não era, pois para ser não precisava destruir pessoas.
São conceitos de mansidão, felicidade, humildade, sensibilidade que nos são apresentados neste livro. Além disso, Carlos Queiroz nos proporciona uma reflexão sobre as inovações da oração do Pai nosso. Oração que segundo ele é a oração da intimidade, da dependência, da entrega absoluta, incondicional, da comunidade e da transcendência.
Leio este livro em um período da minha vida em que escolho me engajar em um novo projeto, onde Ser é o bastante.